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quarta-feira, 25 de março de 2015

Múmias mais antigas do planeta estão 'derretendo' em museu chileno

 Em 1917, centenas de corpos mumificados foram descobertos no deserto do Atacama, no Chile, e análises posteriores revelaram que se tratava de cadáveres do povo Chinchorro. Esse grupo de caçadores coletores ocupou a região do deserto próxima à praia de Chinchorro — daí o seu nome — entre os anos de 7000 a 1500 a.C. aproximadamente, e desenvolveu rituais funerários excepcionais nos quais mumificavam seus mortos.
As relíquias têm mais de 7 mil anos — ao menos 2 mil anos a mais do que os exemplares encontrados no Egito —, o que torna as múmias Chinchorro as mais antigas do mundo. Atualmente, 120 corpos descobertos no Atacama se encontram em no Museu Arqueológico da Universidade de Tarapacá, no Chile. Entretanto, apesar de terem permanecido bem preservadas por tanto tempo, de alguns anos para cá, as múmias começaram a derreter.

“Meleca”

De acordo com Laura Geggel do site Live Science, um pesquisador da Universidade de Harvard examinou as múmias e concluiu que um aumento na humidade do ar — provavelmente relacionado com as mudanças climáticas resultantes do aquecimento global — seja o culpado pelo apodrecimento das relíquias. Esse fenômeno estaria criando um ambiente propício para a proliferação de bactérias, e sua ação está tornando as peles das múmias escurecidas e gelatinosas.
Após avaliar as múmias, o pesquisador descobriu que não se trata de microrganismos antigos, mas de bactérias que normalmente são encontradas na pele humana. E, assim que as condições adequadas de temperatura e humidade se apresentaram, elas começaram a sua proliferação — e, neste caso, a devorar as múmias no processo.
Segundo Geggel, embora o museu esteja localizado próximo ao deserto do Atacama — uma das regiões mais áridas do mundo —, recentemente a área sofreu um aumento nos níveis de umidade. Portanto, as mudanças climáticas observadas no Chiles nos últimos anos podem explicar a razão de as múmias estarem se transformando em “meleca”. O pior é que ainda existem múmias sendo descobertas, e muitas já mostram sinais da ação de microrganismos.

Mudanças climáticas

O cientista revelou que, apesar de não ter sido registrada qualquer chuva em várias partes do deserto nos últimos 400 anos, a região tem sido afetada por nevoeiros vindos do Pacífico nos últimos 10 anos, possivelmente provocados pelas mudanças climáticas que vêm ocorrendo pelo planeta.
Para salvar as relíquias, o cientista explicou que os níveis de umidade no local onde as múmias estão guardadas terão que ser mantidos entre 40 e 60%, já que um nível superior poderia resultar em mais deterioração — e menos umidade do que isso poderia provocar danos nas peles dos cadáveres.
Para tanto, os pesquisadores do Museu Arqueológico da Universidade de Tarapacá já começaram a fazer as medições necessárias no ambiente onde as múmias estão expostas. O objetivo é o de ajustar a iluminação, umidade e temperatura aos níveis adequados, portanto, a deterioração, com sorte, será freada em breve.

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