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terça-feira, 17 de março de 2015

O mistério da esfera dos Betz

ARMA SECRETA, ARTEFACTO ALIENÍGENA, SUCATA ESPACIAL OU OBJECTO DE OUTRA DIMENSÃO: O QUE É AQUELA COISA QUE CAIU DO CÉU?

 
Ao longo de décadas, a Ufologia tem se prendido a questões de natureza pouco palpável. De relatos de testemunhas oculares a fotografias tremidas, registos feitos com celulares (cada vez mais comuns) e evidências como documentos militares, que apesar de apontarem para uma realidade de mistério sobre objectos que desafiam nossa compreensão, são efectivamente poucas as evidências físicas com os quais se pode trabalhar.
Além das marcas no solo, pegadas, fragmentos de metais estranhos e etc, além dos tais “implantes” com cristalizações compatíveis com a de metais encontrados em meteoritos, há pouco material para se levar num laboratório em busca de pistas. A falta de evidências físicas do fenômeno é tamanha, que muitos cépticos chegaram a usar isso como indício de que a questão da Ufologia está muito mais centrada num arcabouço cultural do que na realidade física propriamente dita. É inegável que as questões ufológicas estejam realmente fazendo parte da cultura humana, como mitos modernos. Isso foi detalhadamente investigado por muitos especialistas em mistos e comportamento humano, sendo talvez o mais célebre a se debruçar sobre a questão, Carl Gustav Jung.
Mas há um vácuo enorme na ideia que  o fenômeno  ufo – que por acaso deixa registos até em radares – está restrito ao universo mítico. Muitas pessoas, (eu me encontro entre elas) acreditam que além de fazer parte indissociável de nossa cultura, o fenômeno ufo é uma questão real, física, palpável e controlada por uma inteligência não-humana, que pode até estar na Terra, mas que muito provavelmente não está restrita ao nosso orbe.
O caso que tratarei neste post pode ser o “Santo Graal da Ufologia”. Quantos não dariam tudo para ter em mãos um pedaço que seja de um disco voador? Quantos não hesitariam em fazer qualquer coisa que estivesse ao seu alcance para descobrir a verdade?
Muitos sem dúvida. Mas efectivamente, quantas pessoas pegariam um objecto que pode ser uma sonda alienígena e colocariam na estante para enfeitar?  Somente uma pessoa – ao que se sabe – fez isso, e esta é a história da esfera dos Betz, uma das histórias mais curiosas que eu já vi sobre objectos misteriosos surgindo do nada.

O APARECIMENTO DA ESFERA MISTERIOSA DOS BETZ


O ano era 1974, o mês, era maio. Naquele fatídico dia, o jovem estudante de Medicina Terry Mathew Betz, então com 21 anos, acompanhado de seu pai, um engenheiro naval chamado Antoine e sua mãe, Gerri estavam adentrando a floresta pantanosa  de Fort George Island, que está situado ao leste de Jacksonville, Flórida. Eles estavam entrando na floresta, para verificar o que teria causado um grande incêndio, que havia se alastrado através de uma área de 88 hectares, destruindo em seu caminho, uma parte da propriedade deles.
Em 26 de maio, os três finalmente conseguiram ultrapassar a quase impenetrável mata queimada até chegar no ponto em que certamente se originaram as chamas. Suspeito que estivessem em busca de achar uma fogueira ou alguém para ser o responsável pela queimada, mas nenhum dos três estava preparado para encontrar o que eles de fato descobriram. À flor da Terra, parcialmente enterrada estava uma esfera de metal.
A esfera era bastante polida e se destacava claramente em meio ao terreno calcinado. Ela tinha 20,32 centímetros de diâmetro.
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Embora a esfera estivesse no centro da área queimada, a esfera não tinha absolutamente nenhum dano, nenhum arranhão, nem mancha nem oxidação. De fato, a esfera estava tão perfeita que parecia ter sido colocada lá depois do fogo se extinguir.
Imediatamente, Terry e seus pais notaram que aquela coisa não era natural. Como qualquer um, eles pensaram que aquilo certamente era algum pedaço de foguete que poderia ter se soltado, ou quem sabe um satélite soviético, parecido com o Sputnik 1,  que por acaso também era uma esfera de metal polida, com antenas.
Este é o Sputnik 1, o primeiro satélite artificial (que se sabe)
Este é o Sputnik 1, o primeiro satélite artificial (que se sabe)
Não era uma má ideia relacionar o achado com um satélite russo, até porque em 1974, todos vivíamos em meio à Guerra-Fria, e havia uma permanente paranóia  sobre um possível ataque soviético de surpresa.
O que mais intrigava os Betz era que a esfera estava muito perfeita, reluzente, linda, em meio a destruição causada pelo fogo. De fato, aquilo parecia um grande mistério.
Terry e seus pais resolveram levar a bola para casa, afim de investigar mais sobre aquela coisa. Sem pistas, logo o interesse pela esfera de metal começou a fraquejar e o estranho objecto foi parar no quarto de Terry, como um bibelô.
Lá, a coisa se tornou um enfeite na estante e ficou parada como elemento decorativo por cerca de duas semanas, até que algo completamente inesperado aconteceu: A Esfera apresentou “sinais de vida”.
Naquele dia, Terry estava com visitas. Sua amiga Theresa Fraser havia ido visitá-lo, e Terry resolveu mostrar a ela um improviso de guitarra. Quando Terry tocou uma certa sequência musical, a esfera encontrada na floresta sofreu uma alteração e começou a vibrar, enquanto emitia um som pulsante, que parecia estar “respondendo” ao acorde da guitarra. Assustados os dois chamaram os pais de Terry para ver aquilo, que definitivamente não era nada normal!
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A esfera retomava o som pulsante sempre que o mesmo acorde era realizado. Aquilo demonstrava uma sofisticação e inteligência incomum, anda mais para os anos 70!
Dias mais tarde a esfera misteriosa revelava mais um de seus “truques”:  Quando a bola de metal, completamente esférica era rolada pelo chão, tal qual uma bola de boliche, ela conseguia mudar de trajectória tantas vezes quanto “ela quisesse”,  e depois retornava ao seu ponto de origem.
Foram incontáveis vezes que eles testaram essa incrível peculiaridade da bola, e em todas a bola realizou a impressionante manobra, que deixava bem claro a todos os que viam, que havia alguma outra força atuando na esfera além do impulso inicial.
As façanhas da bola (segundo relatos) incluíam subir no sentido oposto ao que deveria, quando estava numa mesa plana que era inclinada. Era como se a bola estivesse “fugindo” da queda.
Os Betz chegaram a ficar até 12 minutos boquiabertos, vendo a esfera andar e parar sozinha, até finalmente retornar ao ponto de origem. Se isso já não fosse bizarro o suficiente, ela ainda parecia ser sensível à temperatura ambiente, pois fazia suas “manobras” mais notáveis nos dias ensolarados, ao passo que nos dias nublados ela parecia inclinada a “poupar” sua energia. Nada nos anos 70 era capaz de realizar tamanho conjunto de façanhas, sem um único parafuso aparente na estrutura. O pai de Terry, engenheiro, sabia bem disso e sugeriu que  o objecto misterioso parecia responder aos raios solares, tal como algum instrumento alimentado pela luz solar. Apesar disso, ela não registava quaisquer modificações quando exposta ao calor ou luz infravermelha.
Em muitos momentos, os Betz se surpreenderam com aquele novo “morador da casa”, como quando ele começava a emitir uma vibração de baixa frequência em alguns momentos. Parecia que um motor estava operando dentro do objecto.
A esfera era quase totalmente polida e lisa. Não havia nenhuma marca de fabricação, nem textos, ou insígnias no objecto. Sua única marca, em toda a superfície metálica era uma mancha pequena, quase imperceptível, e que parecia marcar uma região magnética do aparelho.  Estava claro para a família Betz, após toda sorte de testes caseiros com a bola, que aquilo não era um pedaço de sucata do que quer que fosse, mas sim alguma coisa efectivamente construída, mas por quem e com que propósito, era o maior dos mistérios.
Empolgados e motivados por suas experiências, Terry passou a expandir suas “pesquisas” na esfera. Ele descobriu que quando a esfera misteriosa era tocada por outro objecto metálico, um martelo por exemplo, o globo parecia vibrar como um sino.

Mas de todas as coisas que a esfera fazia, começar a vibrar e pulsar sozinha, do nada,  era o que mais metia medo em todo mundo. Ela “despertava” tanto, ao ponto em que aquilo começou realmente a preocupar toda a família. Assim, com medo de que seu novo inquilino resolvesse “fugir”, eles passaram a prender a esfera num saco e a guardar num armário toda noite.
Não se sabe exactamente qual foi a razão que levou os Betz e procurarem as autoridades afim de tornar pública sua esfera de metal misteriosa. Talvez seu grande motivador é que as autoridades pudessem dispor de novos testes científicos capazes de clarificar o que seria aquilo.
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O Jornal local de Jacksonville se interessou pela estranha história, e indicaram  Lon Enger, que era um (céptico) fotografo experiente do periódico para ir até a casa dos Betz e dar uma olhada naquelas suspeitas alegações. A ordem do chefe era Lon ir até o local, dar uma boa olhada na tal bola e tirar algumas fotos para ver se a história tinha potencial.
Lon Enger aceitou respeitosamente a tarefa, mas estava achando aquilo uma história sem pé nem cabeça, e chegou até a pensar em não fazer aquele serviço.
Mas ele foi e quando Enger chegou à casa da família Betz, notou que todos pareciam bastante ansiosos para lhe mostrar a tal bola “que veio do nada”.
Gerri que não perdeu tempo e entrou na casa e trouxe a esfera de metal.
Enger descreveu o momento no dia 12 de abril de 1974, na edição do jornal St. Petersburg Times:
“Eu estava desconfiado daquele tipo de coisa. Quando cheguei lá, a Sra. Betz disse: ‘você não acredita se não vê.”
Foi quando a matriarca da família Betz instruiu o fotógrafo ainda duvidoso, a dar um pequeno empurrão na bola no chão. Lon Enger obedeceu, e para ele nada de mais aconteceu pois a bola simplesmente parou quando terminou a força do impulso que ele havia dado a esfera. Até então, era o comportamento de uma bola comum.
Mas então aconteceu uma coisa que fez Lon ter um arrepio: De repente, a bola rolou mais uns tantos metros e parou mais uma vez. Em seguida, ela voltou e rolou para a esquerda cerca de oito metros, fez um grande arco e voltou rapidamente para os pés do fotógrafo. Enger examinou a esfera de aço com atenção e, tal qual os membros da como a família Betz já tinham feito, o experiente fotógrafo não achou nenhum indício de que a bola era alguma peça ou item industrial. Não havia qualquer marca além do pequeno símbolo triangular manchado no metal.
Estarrecido com a descoberta, o jornalista voltou às pressas ao jornal e contou tudo ao editor, que não perdeu tempo em publicar o relato. Foi assim que  o caso estourou na mídia em diferentes partes do mundo.
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Logo, formava-se uma multidão de repórteres de publicações de prestígio como o New York Times, o London Daily e dezenas de outros jornais vindos de lugares tão distantes como o Japão interessados em saber o que era aquilo. Todos rumavam para St. George Island para ver essa esfera misteriosa com seus próprios olhos, mas obviamente, não foram só jornalistas cuja curiosidade havia sido despertada por este estranho caso.
A comunidade científica e também os militares queriam dar uma boa olhada naquilo, por razões óbvias.
Um representante do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA e outro da NASA, entraram em contato com a família Betz, assim como investigadores particulares e ufólogos. Veio também um representantes da Organização de Pesquisa de Fenômenos Aéreos (APRO).
Quase todos os visitantes chegavam cépticos, mas se impressionavam com as habilidades da esfera misteriosa.
A coisa chegou ao ponto de um porta-voz da Marinha dos EUA admitir na televisão que “a bola havia se comportado estranhamente em sua presença” e admitiu na TV que ele era incapaz de explicar sua origem ou funcionamento.
Um comunicado oficial dado a imprensa pela Marinha, declarou publicamente que “a bola não era de propriedade do governo dos Estados Unidos”.
Assim, aquela família que tinha intencionalmente escolhido um lugar isolado para viver, estava se tornando oprimida pela imprensa que não os deixavam mais em paz. A bola, começou a se tornar um estorvo para a paz dos Betz.

A CIÊNCIA ESTUDA A BOLA DE METAL

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Dr. J. Allen Hynek
O lance da bola estava com tudo no noticiário, e em plena agitação da mídia, o famoso astrônomo e ufólogo Dr. J. Allen Hynek, pediu que a família Betz enviasse a esfera para seu escritório na Universidade Northwestern em Chicago para que ele pudesse inspecionar pessoalmente. Felizmente, Gerri recusou o pedido, temendo que a bola sumisse no caminho, fosse apreendida ou roubada.  (esperta!)
Assim, para desgosto de dezenas de cientistas e curiosos, a esfera permaneceu firmemente guardada na casa da família Betz. O objeto ficou em posse dos Betz até que alguns eventos misteriosos passaram a acontecer, e assustar a família.
Gerri Betz relatou que ela e sua família estavam ouvindo música que parecia vir de um órgão na calada da noite, embora não havia tal instrumento em sua casa. Seria mesmo um órgão ou seria o “dono da esfera tentando activá-la na floresta? Lembremos que a esfera havia sido “despertada com acordes de guitarra”.
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Mas a família, sem saber o que esperar, começou a temer fantasmas.  O medo aumentou quando as portas da casa começaram a bater, aparentemente por vontade própria, em todas as horas do dia e da noite.
Antoine e Gerri decidiram então, que era hora de aprofundar a pesquisa.
Os Betz finalmente deixaram a esfera com os cientistas da Estação Aérea Naval de Jacksonville. Durante um bom tempo os mais avançados especialistas em metalurgia da Marinha se debruçaram sobre o fenómeno. Mas não foram felizes, uma vez que nem os mais avançados equipamentos de raios-X não eram fortes o suficiente para penetrar a esfera de metal.
Chris Berninger o porta-voz da Marinha, relatou o seguinte:
“As nossas primeiras tentativas de raios-X nos levou a lugar nenhum. Nós vamos usar uma máquina mais poderosa sobre ela e também executaremos testes  espectrografias para determinar de que metal é feito isso.”
Sem saber o que havia em seu interior, pelo menos dimensionalmente os estudos estavam avançando. Os cientistas foram capazes de determinar o tamanho exacto da esfera e o peso: 9,68kg.
Eles também concluíram via exames de ultrassom que a superfície metálica externa da esfera tinha aproximadamente 1,3cm de espessura, o que segundo o relatório, significava que ela poderia resistir a uma pressão de 120.000 libras por polegada quadrada.

Pausa do merchã:

Ficou claro pelos exames que aquela esfera era feita de aço inoxidável, numa liga especialmente magnética chamada  liga nº 431.
Um poderoso aparelho de raios-X da Marinha foi usado, e finalmente penetrou no interior daquela esfera, mostrando que havia ali dois objectos redondos, cercados por uma “auréola”, feita de um material com uma densidade incomum.
Os cientistas também se espantaram ao constatar que aquela esfera possuía quatro pólos magnéticos diferentes, dois positivos e dois negativos, que não eram concêntricos. A Marinha também concluiu que, embora a bola fosse intensamente magnética, não mostrava sinais de radioactividade e não havia nada que indicasse qualquer perigo explosivo. Não havia detonadores, soldas e nem marcas aparentes. O que levava a outro mistério ainda mais insondável: Como ela teria sido construída?
Para tentar desvendar isso, os cientistas da Marinha planejaram então cortar o objecto para dar uma olhada melhor. Mas Gerri Betz não autorizou o procedimento, temendo que a esfera fosse destruída (o que obviamente aconteceria). Uma vez que a esfera era propriedade privada, Gerri exigiu que ela fosse devolvida, e foi. A Marinha dos EUA devolveu a esfera misteriosa e assim diversas questões ficaram sem respostas.
Neste ponto, a família Betz já estava considerando seriamente que eles estavam em posse de tecnologia “extraterrestre genuína”, que poderia ser, entre outras possibilidades, ou um dispositivo de “escuta extraterrestre”.
Apesar da Marinha formalmente “sair do caso”, os exames na esfera continuaram.
Em 13 de abril de 1974, um homem chamado Dr. Carl Willson – representando uma empresa de pesquisa da Louisiana conhecida como “Omega Minus One Institute”, com sede em Baton Rouge, examinou a esfera por mais de 6 horas e descobriu que o campo magnético ao seu redor, estava emitindo ondas de rádio (igual o Juca).
Dr. Willson disse também que o metal de revestimento da esfera, quando comparado ao aço inoxidável, continha um elemento desconhecido que o tornava um pouco diferente do aço. E ele também aparentemente testemunhou a capacidade da esfera de impulsionar-se através de superfícies e então mudar de direcção bruscamente.
Uma das teorias postuladas era de que poderia ser uma sonda extraterrestre danificada ou até mesmo algum tipo de dispositivo anti-gravitacional. Estava claro, no entanto, que aquilo tinha substanciais indícios que não pertencia a nenhuma indústria do Planeta Terra, dadas suas combinações de materiais e processos de fabricação.
No final, os resultados do Omega Minus One Institute sobre a identidade da esfera misteriosa não avançaram muito no mistério, tal qual os exames da Marinha.
Em 1974, a família Betz decidiu enviar a esfera misteriosa para um grande evento de pesquisa ufológica, que contaria com a presença de cientistas conceituados. Terry foi designado como o mensageiro pessoal do objecto e foi para Nova Orleans com a esfera na mala.
Evidentemente que a esfera tornou-se o centro das atenções e entre os dias 20 e 21 de abril de 1974, o objeto foi submetido a mais uma bateria de testes. Todos os testes confirmaram o que já haviam revelado, incluindo o fato de que o objecto parecia mesmo agir como um transponder de áudio. Mas apesar de não ser possível descobrir a origem daquele objecto e nem para que ele deveria servir, nem quem o fez ou como, não era possível afirmar  de forma empírica, que era de origem extraterrestre.
Dr. Albert James Harder
Dr. Albert James Harder
Dr. James Albert Harder, professor emérito de engenharia civil e hidráulica na Universidade da Califórnia em Berkeley, estava cada vez mais intrigado com os relatos a respeito da esfera Betz, e ficou encantado com a oportunidade de examinar o objecto em primeira mão. Os Betz permitiram que ele analisasse o artecfato e os resultados foram desconcertantes.
Assim, em 24 de junho de 1974, durante o Congresso Internacional de Ufologia, em Chicago, Dr. James Albert apresentou seus resultados verdadeiramente surpreendentes em relação à esfera Betz.
Ele relatou que com base em seus estudos de raios-X, as duas esferas internas seriam feitas de um elemento muito mais pesado do que qualquer coisa conhecida para a ciência humana até então. E isso incluía o o elemento mais pesado produzido em qualquer reator atômico aqui na Terra, que era urânio 238. E então, após informar isso a uma plateia espantada, ele disse:
” Se alguém tentar furar a esfera, ela poderá explodir como uma bomba atômica.”
A família Betz ficou muito preocupada, mas continuaram em posse do tal objecto.  A partir desse evento, os Betz se retiraram da mídia, e tão misteriosamente quanto surgiu, a história em torno da esfera desapareceu sem deixar rastros.
Ninguém nunca descobriu o que era a esfera, quem a havia feito e nem como, muito menos para que ela servia e nem como operava. Centenas de pessoas já haviam visto, segurado, fotografado, sacudido, balançado, batido, pesado, medido, analisado a superfície com microscópios, com raios X, com sondagens de ultrassom… Mas não houve nenhum cientista capaz de esclarecer aquele mistério.
Não tardou surgirem pessoas sugerindo que a esfera fosse um engodo. Disseram que ela era uma esfera de válvula industrial, que poderia ter caído na estrada ao ser transportada, apesar de nunca nenhum fabricante deste tipo de equipamento reconhecer a esfera como um de seus produtos, nem mesmo haver qualquer outra esfera similar à dos Betz no mundo. Chega a ser cômica aquela alegação, quando os maiores especialistas em metalurgia da Marinha, Nasa e Força Aérea haviam periciado o material com o mesmo veredito: Objeto desconhecido.
Um evento interessante (e suspeito) ocorreu e ajudou o caso a desaparecer dos noticiários: Um suposto “dono da bola” surgiu.A notícia apareceu num jornal, e rapidamente ganhou um status de verdade:
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Nela, ele disse que a bola pertencia a um artista chamado James Durling Jones e destinava-se (como pêndulo), juntamente com outras esferas de aço inoxidável semelhantes para uma escultura que ele fez em 1971. Durante o transporte, uma das esferas caiu do teto do carro. Seria esta esfera que a família Betz achou no meio da floresta queimada.
Durling-Jones disse que havia conseguido as esferas graças a um “amigo” (ele nunca disse o nome do amigo)  que tinha “adquirido objetos ilegalmente”. A história de Durling tem pelo menos um vacilo, que foi dizer que todas as suas esferas tinham sido perfuradas e depois soldadas, já que ops exames na esfera Betz não indicou qualquer solda ou perfuração superficial.
Seu testemunho ficou ainda mais duvidosa devido ao fato de que o artista, aparentemente em um esforço para proteger seu amigo e suas “atividades ilegais”, se recusou a nomear a empresa que fabricou as esferas, o que poderia ter resolvido a coisa toda de uma só vez. Apesar de suas negativas em dizer a origem das esferas, muitos começaram a pensar que Durling estava certo, ou como costumem dizer os adeptos das teorias da conspiração: “O povo mordeu a isca”.
Quanto às propriedades misteriosas da esfera, elas foram apontadas como sendo um conjunto curioso de coincidências e  mal-entendido. A esfera teria vibrado por ressonância.  A rolagem misteriosamente no solo, foi atribuída ao piso irregular da casa da família Betz e os sons da esfera seriam provenientes de pequenas limalhas preso no interior da mesma, que ficaram presas durante o processo de fabricação.
Embora a história acima dada a publicidade não explicou todos os fenômenos relatados nos primeiros dias, foi considerada como verdadeira. Apesar de tudo, houve quem levantasse a hipótese que a esfera verdadeira teria sido trocada na Base Naval por uma réplica, e a família ameaçada.
Há uma hipótese bastante controversa de que após as conclusões envolvendo o risco da esfera explodir epicamente, ela teria sido recolhida e uma história plantada para justificar.
Curiosamente, outro dono apareceu nos jornais reclamando sua “propriedade”. O Palm Beach Post relatou em 18 de abril que um tal de Lottie Robinson reconheceu a bola a partir das imagens dos jornais. Ele disse que aquela bola estava na sua garagem por 15 anos.  Técnicos da fábrica de papel St. Regis identificaram-na como uma válvula de esfera de alguns tubos de grandes dimensões utilizados em sua fábrica, e que tinha sido desmantelada 15 anos antes. De alguma forma, a bola tinha ido parar nas mãos de um negociante de sucata  de quem o filho dele comprou e largou na sua garagem. De fato, investigações mostraram que a fabrica de papel usava esferas de metal parecidas, mas as dimensões, apesar de serem parecidas, não eram nem idênticas, nem em peso à esfera Betz.
Seja como for, é interessante notar que o tal aço de liga 431 é uma liga de aço-níquel usada em rolamentos de aço inoxidável magnéticos e foi concebida para o tratamento de calor, além de ter propriedades mecânicas e resistência à corrosão. Segundo um fabricante de aço nessa liga, O aço 431 tem sido utilizado com sucesso numa variedade de aviões e em aplicações industriais gerais. Estes incluem elementos de fixação, parafusos, componentes de válvulas e equipamentos de química.
Na primeira vez que vi a esfera, pensei imediatamente nas esferas que volta e meia caem na Terra. Sim, essa não é a primeira esfera de metal a cair. Curiosamente, esferas de metal caem com certa (e bizarra) regularidade, quase sempre são atribuídas a elas origem alienígena, embora a verdade seja mais prosaica. Na maioria desses casos, são tanques de diafragma usados em naves espaciais. Estas esferas de metal robustas contém uma bolsa flexível cheia de combustível de foguete, tais como hidrazina, e a esfera é enchido com gás sob pressão para manter uma compressão constante sobre a bexiga. Quando há necessidade de combustível, uma válvula abre e a pressão interna na esfera empurra o combustível. O problema desses tanques é que por serem esféricos, são muito aerodinâmicos, e costumam ser fabricados justamente para aguentar grande temperatura e pressão, assim, eles não derretem na reentrada. Há também os tanques de água, que costumam ser esféricos pela mesma razão, e são geralmente um pouco maiores e mais leve do que a esfera Betz e também costumam bater inteiros na Terra. 
Fontes;mundogump

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